2008-11-06

9 ) Tesouros escondidos


Uma lenda, muito conhecida não só no Sobral, mas também noutras freguesias do Concelho de Moura, conta:

Um pastor da herdade do Touril, há muitos e muitos anos quando se deitava começava a ouvir uma voz que o irritava: "Vai a Santarém que lá encontrarás o teu bem. Vai a Santarém que lá está teu bem …".E assim foi vivendo, mas à medida que passava dias e meses cada vez andava mais desgostoso pois chegou a ocasião que até quando apascentava o gado ouvia:"Vai a Santarém que lá está teu bem", etc … O pobre homem nem por sonhos imaginava que bem lhe podia vir de Santarém, terra tão distante. Um dia muito aflito resolveu pôr termo àquele mau viver e ir à cidade ribatejana.Isto passou-se no tempo em que para ir de Moura a Lisboa era necessário fazer testamento e ser submetido antes de partir a confissão. Tais eram essas belas e áureas épocas nos quais a preocupação principal para os viajantes se resumia na manutenção da bolsa e da vida. Todas as preocupações eram poucas em face das proezas dos “bandoleiros” da Serra Morena que escondidos nas fragas do Guadiana esperavam os desprevenidos caminhantes.O nosso homem confessou-se e recebeu comunhão na Igreja de S. Pedro e não foi a Moura fazer testamento porque os seus haveres pouco mais excediam três cajados nodosos de marmeleiro.Para abreviar direi que em Santarém deixou de ouvir a voz, mas não encontrava o bem prometido.Passaram-se dias e quando já estava para regressar à sua terra ouvi uma velha estalagem das “Portas do Sol” a galhofeiros almocreves ribatejanos uma conversa sobre tesouros. Tratava-se de sonhos e minas escondidas. O homem manifestou a sua descrença em tais pontos e contou os factos que o levaram por cousa parecida a deixar a Serra de Moura e a fazer viagem a Santarém.- Serra de Moura! – Exclamou um dos camponeses suprendido – vocemecê é desses lados?- Sim porquê ?- Homem – tornou o ribatejano – vocemecê sabe lá que desde pequenino sonho com uma mina escondida na serra de Moura . . .- Que me diz vocemecê? Pois eu sou lá pastor e … - ficou estupefacto.- Eu lhe conto: “...sonho que no sitio da Adiça, quando ao meio dia bate a pino na moradia de uma moura, vai uma cabra muito branca deitar-se em terreno razo. Debaixo dessa terra, na profundidade de uma vara, está uma grande mina de ouro, prata e pedraria. São as riquezas de uma moura, cujo guarda é essa cabra ...”. Mas a terra é tão longe que não se aventurou a fazer caminho por esses matagais.Rapidamente o pastor do Touril teve conhecimento do bem que o esperava em Santarém, pois já várias vezes tinha visto essa cabra deitar-se ao meio dia no cimo da Adiça.Toca a caminho Moura e a astúcia, a sorte ou a providência livraram-no no regresso dos lobos e dos bandoleiros da Serra Morena.Uma vez no Sobral desenterrou o tesouro e ficou muito rico, mas com receio de ser roubado atravessou a fronteira e comprou herdades e courelas sem conto. E a lenda vê naquelas vastas propriedades que se estendem de Aroche a Sevilha, restos dos haveres do velho pastor do Touril que a Santarém foi buscar o seu bem.

(D. Josefa de Navarro)
Retirado da “Monografia arqueológica do concelho de Moura” de José Fragoso de Lima

2008-10-27

Conserva da azeitona

Ingrediente da serra:
Orégãos
Azeitonas


Em finais de Outubro ou início de Novembro, conforme o estado de amadurecimento, mas ainda verdes, colhe-se a azeitona, escolhe-se e lava-se.
Vão para uma "tarefa" ou outro recipiente de barro com água simples, de preferência da cisterna para não as amolecer, aí ficando até à primeira 5ª feira de Março (a estas rotinas estava sempre associada alguma crença, misticismo ou coisa parecida), com a finalidade de lhes extrair a maior parte do amargor.
Nessa altura escorrida a água, voltam a colocar-se no mesmo recipiente à mistura com trouxas feitas com ramos de orégãos secos, folhas de louro e cascas de laranja também secas, atadas com um fio e que se vão entremeando nas azeitonas.
Para finalizar, cobrem-se com água previamente salgada. Para se saber qual a quantidade adequada de sal utiliza-se um método a que chamávamos “coroar o ovo”. Na água que se prevê venha a ser necessária, deita-se sal a pouco e pouco, mexe-se para o dissolver, coloca-se um ovo fresco lá dentro. O sal dissolvido, aumentando a densidade da água, aumenta a impulsão a que o ovo fica sujeito e fá-lo subir. Quando o ovo sobe e fica à tona da água, com uma pequena parte de fora a “coroa”, a água está no ponto certo para se deitar na azeitona e para lhe dar o sabor salgado adequado.
Pode começar a comer-se por alturas do Verão e estará em boas condições cerca de um ano.



Maria Eugénia Gomes
Sobral da Adiça

2008-10-07

Issoria lathonia (Linnaeus, 1758)



Nome cientifico : Issoria lathonia (Linnaeus, 1758)
Nome comum :
Nome regional :
Familia :
NYMPHALIDAE


Comentário : Segundo registo para o Alentejo. Fotografia tirada em Outubro de 2008

2008-10-02

Zizeeria knysna (Trimen, 1862)

Nome cientifico : Zizeeria knysna (Trimen, 1862)
Nome comum :
Nome regional :
Familia :
LYCAENIDAE

Comentário : Esta borboleta não é comum. Fotografia tirada em Agosto de 2008

2008-09-24

. . . . . . . . . .

Serra do Alamo

Eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens!

Pitágoras

2008-09-16

Polygonia c-album (Linnaeus, 1758)


Nome cientifico : Polygonia c-album (Linnaeus, 1758)
Nome comum :
Nome regional :
Familia :
NYMPHALIDAE


Comentário : Segundo registo para o Alentejo. Fotografia tirada em Setembro de 2008

Vista de lado ( Setembro de 2008 )

2008-09-08

Paida rica ( Freyer, 1858 )

02/02/2008


Nome cientifico : Paidia rica ( Freyer, 1858 )
Nome comum :
Nome regional :
Familia :
ARCTIIDAE
Comentário  Borbuleta nocturna

18/08/2008



06/09/2008